Foi na raça, na garra, na
superação. Alternando bons e maus momentos ao longo da partida, o Bica Meu Galo
enfrentou a experiente equipe do Papillon no último sábado, 26, à tarde, e
acabou encontrando não apenas um adversário, mas também uma ardente e intensa
BATALHA CAMPAL. E longe de seus domínios.
O jogo, guerreado na TRINCHEIRA
adversária, o Parque Papillon, não começou favorável ao time galês (palavra,
aqui, oriunda de Galo, e não do país europeu). Isso porque, no fim de semana de
realização, em todo o Brasil, do Enem, os dois times começaram o jogo SE
ESTUDANDO muito. Ataques lá e cá, contra-ataques, chegadas perigosas ao QG
inimigo, jogadas ríspidas: tudo isso e MAIS UM POUCO fizeram parte dos
primeiros minutos de partida, marcados por um 0 a 0 que perdurava mas não
representava a intensidade da batalha travada até entonces.
Até que o Bica abriu o placar.
O que não significou
absolutamente nada, pois, minutos depois, em chegadas fortes e IMPETUOSAS do
adversário, o Bica não conseguiu ABATER seus inimigos de guerra visando ao
cancelamento das ações e, com um poderio bélico mortífero, o Papillon conseguiu
a virada.
A partida transcorria ao lado do
campo dos Morangos, que, diferentemente do que poderia prever Caio Fernando
Abreu, não estavam nada MOFADOS. Os morangos exalavam um sabor fresco, de frutas
recém-colhidas, pois a intensidade verificada na partida não lembrava em nada
um BOLOR, por exemplo.
Depois de a guerra ser disputada
freneticamente ao longo de três tempos, os adversários se recolheram ao
vestiário a céu aberto e, um tanto próximos por causa da fuga que tentavam
imprimir das águas de São Pedro, tiveram de discutir suas estratégias para o
SET derradeiro com os oponentes estando, infelizmente, praticamente PENDURADOS
aos seus ouvidos.
Trocentas cervejas depois, ambos
os times voltaram ao campo de guerra, sob uma chuva forte, intensa, que havia
se iniciado ainda quando as equipes discutiam as estratégias no vestiário. O
fim estava próximo – o fim do jogo e, talvez, para uma das duas equipes.
E o fim parecia estar mais
próximo do Bica Meu Galo do que da equipe adversária. O quarto e último SET
começou com um 10 a 6 pró-experientes. Mas isso não assustou o time galês, que,
embora em desvantagem no placar, ia, aos poucos, mostrando suas armas, seu
poderio bélico. Sob uma chuva que tentava, mas não conseguia, molhar o
armamento galês e torná-lo insosso, infrutífero, inexplorável, o time bicaense,
na base da raça, conseguiu o empate. E isso foi motivo de muita vibração, o que
se tornou, depois, um COMBUSTÍVEL para a equipe imaginar que poderia continuar
ateando fogo na partida e que a virada era, sim, possível. E, ainda com os
corpos molhados, os jogadores dentro de campo, os reservas e a torcida que não existia
assistiram ao noivo marrento Darlan APARAR, debaixo dos paus, um cruzamento do
presidente Guga e BICAR, conforme o nome da equipe, a bola para dentro do gol,
decretando, sem possibilidades de revogação por parte do adversário, até porque
temos um presidente advogado, a vitória dos guerreiros visitantes.
