O que vocês estão vendo acima,
obviamente, são seis mulheres. Isso fica claro na foto. Mas, para quem não está
conseguindo enxergar nada além disso, a verdade é que há um homem de fibra ali,
junto delas. Talvez, em circunstâncias normais, a envergadura de seus braços
abertos não as alcançasse horizontalmente para com um único abraço envolvê-las
por completo.
Mas a verdade é que este homem não sobrevive, hoje, de circunstâncias normais. Nós sim. Ele, não. Ali, atrás delas, na verdade, aparece um anjo - pois foi num anjo que ele, Irineu Vincensi, se transformou em 1995, após decidir deixar de nos vigiar aqui na Terra para nos vigiar lá de cima, do céu. Ele e minha avó materna, Anayr, a terceira na foto, tiveram cinco filhas. Cinco FILHAS. Ou seja, nenhum dos bebês nasceu homem, naturalmente. Meu avô Irineu era a única presença masculina naquela casa, quando elas eram crianças. Ele viveu em meio a seis mulheres. Elas viveram junto com um único homem, uma única presença masculina.
Única, sim, mas mais do que suficiente. Muito mais do que suficiente. Diria até que tudo o que ele fez por elas, toda a educação que deu, todos os ensinamentos que transmitiu, tudo isso me pareceu ter sido planejado minuciosamente para ele deixar como legado em sua breve, mas intensa, passagem pela Terra.
Não vou me alongar muito, mas avalio que essa foto, tirada na transição de um ano para outro, num momento em que foi dada a largada a mais um ano que todas essas seis mulheres começam novamente juntas, essa foto é indigna de um registro simples, é indigna de ser tratada como mais uma imagem. Isso porque sempre, sempre, sempre admirei muito essas seis mulheres.
Em julho de 1995, elas perderam a única presença masculina com a qual cresceram, a única presença masculina que lhe transmitiu ensinamentos, a única presença masculina que em alguns momentos se viram obrigadas a obedecer, e a única presença masculina que lhes deu, e de quem herdaram, a formação e o caráter que elas têm hoje. E por que as admiro muito?
Por quê? Talvez esta foto lhes dê a resposta, sem eu precisar dizer. Mas preciso dizer. É porque, apesar dos primeiros meses e anos tensos e turbulentos que houve após meu avô nos deixar, elas estão aí. Estão aí, de cabeça erguida. Estão aí, vivendo plenamente. Estão aí, realizadas profissionalmente. Estão aí, realizadas no âmbito familiar. Estão aí, como sempre estiveram, dando a seus filhos, de diferentes idades, a educação, o caráter e a hombridade que seu marido/pai sempre lhes transmitiu. Estão aí, honrando o legado que ele deixou. E as admiro porque, mesmo depois de tudo o que nos vimos obrigados a viver e a encarar, elas estão aí, sorrindo para esta foto.
Mas a verdade é que este homem não sobrevive, hoje, de circunstâncias normais. Nós sim. Ele, não. Ali, atrás delas, na verdade, aparece um anjo - pois foi num anjo que ele, Irineu Vincensi, se transformou em 1995, após decidir deixar de nos vigiar aqui na Terra para nos vigiar lá de cima, do céu. Ele e minha avó materna, Anayr, a terceira na foto, tiveram cinco filhas. Cinco FILHAS. Ou seja, nenhum dos bebês nasceu homem, naturalmente. Meu avô Irineu era a única presença masculina naquela casa, quando elas eram crianças. Ele viveu em meio a seis mulheres. Elas viveram junto com um único homem, uma única presença masculina.
Única, sim, mas mais do que suficiente. Muito mais do que suficiente. Diria até que tudo o que ele fez por elas, toda a educação que deu, todos os ensinamentos que transmitiu, tudo isso me pareceu ter sido planejado minuciosamente para ele deixar como legado em sua breve, mas intensa, passagem pela Terra.
Não vou me alongar muito, mas avalio que essa foto, tirada na transição de um ano para outro, num momento em que foi dada a largada a mais um ano que todas essas seis mulheres começam novamente juntas, essa foto é indigna de um registro simples, é indigna de ser tratada como mais uma imagem. Isso porque sempre, sempre, sempre admirei muito essas seis mulheres.
Em julho de 1995, elas perderam a única presença masculina com a qual cresceram, a única presença masculina que lhe transmitiu ensinamentos, a única presença masculina que em alguns momentos se viram obrigadas a obedecer, e a única presença masculina que lhes deu, e de quem herdaram, a formação e o caráter que elas têm hoje. E por que as admiro muito?
Por quê? Talvez esta foto lhes dê a resposta, sem eu precisar dizer. Mas preciso dizer. É porque, apesar dos primeiros meses e anos tensos e turbulentos que houve após meu avô nos deixar, elas estão aí. Estão aí, de cabeça erguida. Estão aí, vivendo plenamente. Estão aí, realizadas profissionalmente. Estão aí, realizadas no âmbito familiar. Estão aí, como sempre estiveram, dando a seus filhos, de diferentes idades, a educação, o caráter e a hombridade que seu marido/pai sempre lhes transmitiu. Estão aí, honrando o legado que ele deixou. E as admiro porque, mesmo depois de tudo o que nos vimos obrigados a viver e a encarar, elas estão aí, sorrindo para esta foto.

